quarta-feira, 5 de junho de 2013

Responsabilidade Ambiental: Rumo ao ISO 14000



  ISO 14000 é um conjunto de normas que definem parâmetros e diretrizes para a gestão ambiental para as empresas (privadas e públicas). Estas normas foram definidas pela International Organization for Standardization - ISO ( Organização Internacional para Padronização).
  As mesmas, foram criadas para diminuir o impacto provocado pelas empresas ao meio ambiente. Muitas empresas utilizam recursos naturais, geram poluição ou causam danos ambientais através de seus processos de produção. Seguindo as normas do ISO 14000, estas empresas podem reduzir significativamente estes danos ao meio ambiente.
  Quando uma empresa segue as normas e implanta os processos indicados, ela pode obter o Certificado ISO 14000. Este certificado é importante, pois atesta que a organização possui responsabilidade ambiental, valorizando assim seus produtos e marca.
  Para conseguir e manter o certificado ISO 14000, a empresa precisa seguir a legislação ambiental do país, treinar e qualificar os funcionários para seguirem as normas, diagnosticar os impactos ambientais que está causando e aplicar procedimentos para diminuir os danos ao meio ambiente.


PROJETO DESPOLUIR:

  A Transporte 1500 hoje estabelece um grande controle de emissões de CO2 com o projeto despoluir. A emissão deste gás, segue uma norma nos veículos de carga e dentro da capacidade máxima desta emissão, existe uma fiscalização mecânica, que tem como objetivo reduzir a saída de CO2.
  A preocupação da empresa em gerir com responsabilidade ambiental desenvolveu um sistema de gestão de descarte de fluidos usados nos caminhões: baterias, fluido de freio, fluido de cambio, óleo de motor, borracha de pneu, lona de freio entre outros. Estes materiais são  destinados para outros seguimentos onde o destino da matéria prima é otimizado em outro produto final.
  Outra forma de preservar a gestão ambiental da empresa é armazenagem de tintas, plástico, papel, solvente e resíduos. O que promove a prática de manutenção adequada para não prejudicar o meio ambiente é a forma de gestão que a empresa encara o desenvolvimento sustentável na atualidade.

terça-feira, 26 de março de 2013

Os seis passos para equilibrar a natureza


Artigo publicado na última quarta-feira (20) pela revista “Nature” apresenta uma proposta com seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) que deveriam ser cumpridas por todos os países para melhorar, até 2030, a vida da humanidade, preservar os recursos naturais e assegurar uma economia com menos impacto ambiental.
A pesquisa, elaborada por um grupo de dez pesquisadores de várias partes do mundo, atende ao chamado da Organização das Nações Unidas (ONU) feito em 2012, durante a Rio+20, conferência que debateu o desenvolvimento sustentável.
No encontro, que ocorreu no Rio de Janeiro, ficou acordado que os países participantes fixariam metas (os ODSs) que integrassem formas de combater a degradação dos recursos naturais do planeta, ações contra a pobreza e em favor da igualdade social.
Elas entrariam em vigor a partir de 2015, assumindo o vácuo deixado pelos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), que expiram nesta data e abordam temas como a erradicação da pobreza e da fome, o acesso ao ensino universal e a redução da mortalidade infantil.
No entanto, a discussão para a criação dos ODSs terá início apenas em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, que acontece em Nova York, nos Estados Unidos. Um grupo de trabalho com 30 membros, incluindo a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, vai preparar um relatório apresentando uma prévia dos objetivos.

Meio ambiente não privilegiado
Segundo o artigo da "Nature", as metas existentes privilegiam mais o combate à pobreza no mundo em vez de abordar com o “mesmo peso” as condições ambientais do planeta. A junção dessas duas preocupações, segundo os estudiosos, “permitiria ao ser humano um desenvolvimento mais próspero”.
Para desenvolver os seis ODSs, os pesquisadores levaram em conta estudos científicos feitos até 2009 e que analisaram os sistemas terrestres e como eles são impactados pela mudança climática, a taxa de perda da biodiversidade e a emissão de gases como nitrogênio e ozônio. Também foram analisados fenômenos como a acidificação dos oceanos, a mudança no uso da terra e o uso da água doce no planeta.
A partir desses dados, foi elaborada uma lista de seis Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que deveriam ser seguidos e cumpridos até 2030.

Conheça a proposta:

1 – Vida próspera e formas de assegurar a subsistência humana.
Fim da pobreza e melhora do bem-estar através de acesso à educação, emprego, saúde e informação. Redução da desigualdade social enquanto se trabalha em direção ao consumo e produção sustentáveis. Segundo os pesquisadores, deveriam ser instituídas regras dentro da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a manutenção do ar limpo, assegurar as taxas limites de emissões de ozônio e de componentes químicos ou materiais tóxicos. Além disso, deveriam ser criadas práticas para extração de minerais e metais com foco na reciclagem destes materiais.

2 – Segurança alimentar sustentável. Fim da fome e alcance a longo prazo da segurança na produção de alimentos, com distribuição e consumo sustentáveis.
Para os estudiosos, deve-se prorrogar a meta de combate à fome criada nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, adicionando limites para o uso do nitrogênio e do fósforo na agricultura (evitando que sejam enviados para a atmosfera e para o oceano). Além disso, deve-se aumentar a eficiência no setor em 20% até 2020.

3 – Segurança sustentável da água. Acesso universal à água potável e saneamento básico; garantia de eficiência maior na gestão dos recursos hidrominerais.
Os cientistas afirmam que é preciso limitar a retirada de água das bacias hidrográficas em não mais que 80% do fluxo médio anual dos rios.

4 – Energia limpa universal. Aumentar o acesso universal à energia limpa, minimizando a poluição e o impacto à saúde, além de reduzir o impacto do aquecimento global.
Este objetivo contribui com acordos já feitos entre países que integram as Nações Unidas, que contemplam a implantação de energia sustentável para todos, igualdade de gêneros e acesso à saúde. Além disso, assegura em 50% a chance da temperatura global não subir mais que 2º C nos próximos anos e reduziria entre 3% e 5% ao ano a emissão de gases-estufa até 2030 (totalizando uma queda de até 80% até 2050).

5 – Ecossistemas produtivos e saudáveis. Assegurar os serviços ecossistêmicos e da biodiversidade com uma melhor gestão, restauro e conservação do meio ambiente.
A proposta reforça o cumprimento das Metas de Aichi, dentro da Convenção da ONU para a Biodiversidade, que fixa a redução do ritmo de perda dos ecossistemas e prevê a manutenção de, pelo menos, 70% das espécies presentes em qualquer ambiente.

6 – Governança para sociedades sustentáveis. Transformar e adaptar instituições e políticas públicas para aplicar as outras cinco metas já apresentadas.
Com este objetivo, seriam eliminados até 2020 subsídios que dão suporte à exploração do petróleo, à agricultura insustentável e à sobrepesca.

terça-feira, 12 de março de 2013

Estiagem elimina 80% da safra de caju no Piauí



Mais de 80% dos cajueiros não resistiram à última estiagem. No período de entressafra, o agricultor vive com a renda dos produtos feitos com o caju, como a cajuína, principal subproduto da fruta para a agricultura familiar na região, mas não é o que está acontecendo. Muitos agricultores estão investindo em outras atividades, como a plantação de acerola e goiaba.

A esperança do agricultor se volta para a produção deste ano. Apesar da chuva insuficiente, parte dos cajueiros já está se desenvolvendo. Para que  haja fruto, é preciso que o solo permaneça molhado.

Uma plantação consome, pelo menos, 400 milímetros de chuva por ano. O problema é que em parte do Piauí só choveu metade disso até agora.

A cooperativa de cajucultores do Piauí tem cinco unidades de  beneficiamento. Jociebel Belchior, presidente da cooperativa, espera que este ano tenha chuva e que a produção seja farta. “Já no mês de fevereiro choveu em grande parte da região, 200 milímetros. Se daqui até o fim do período chuvoso chover mais 200 milímetros, garante uma boa safra. Se deus quiser, a gente pode botar a nossa cooperativa para funcionar bem”.


Com informações G1 ECONOMIA AGRONEGÓCIOS

quinta-feira, 7 de março de 2013

Verão é tempo de conjuntivite: saiba como se proteger


Olhos vermelhos, irritação e ardência. Estes são os sintomas mais comuns para quem está com conjuntivite. A inflamação, que ocorre na conjuntiva (membrana que envolve o globo ocular e a parte interna das pálpebras), é bastante frequente no verão. "O verão é a época do ano em que as pessoas estão mais ao ar livre, em contato com outras, e mergulhando em praias e piscinas contaminadas, que são formas importantes de transmissão", explica o médico Marco Antonio Alves, chefe do setor de córnea do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, ressaltando que, para ser infectado, é necessário o contato com o vírus, seja pela secreção ou por pertences pessoais de quem já está infectado, tais como óculos, maquiagem e toalha.
"O contágio pelo ar, quando a pessoa infectada está no mesmo ambiente, é muito difícil, mas pode acontecer em algumas situações", completa.
No caso da conjuntivite viral, que é a mais comum nesta época do ano, o calor e a umidade favorecem a disseminação do vírus, podendo causar uma epidemia, principalmente em locais com grandes aglomerações. É altamente contagiosa.
Outros sintomas comuns são sensação de corpo estranho (areia nos olhos), fotofobia (sensibilidade à luz), lacrimejamento, coceira e secreção ao redor dos olhos. "A secreção varia de acordo com a causa. No caso das conjuntivites bacterianas, o paciente amanhece com os olhos grudados, com secreção mucopurulenta (que contém muco e pus). Na viral, ela é mais clara", explica o médico.

Tratamento
Após sentir qualquer um dos sintomas acima e fazer o diagnóstico com um oftalmologista, será preciso paciência até a inflamação passar. "A maioria cura sozinha, apesar de serem necessários alguns cuidados", afirma a médica Rachel Rodrigues Gomes, da clínica Cerpo (SP).
O incômodo pode durar de sete a 14 dias, dependendo da infecção e do vírus ou bactéria causadora. "A viral pode durar até dez dias. Já a bacteriana aguda, até 14", explica Rachel.
Em caso de conjuntivite bacteriana, o tratamento é feito com colírio antibiótico, prescrito pelo médico, que fará exames para identificar qual é o tipo de bactéria e qual é o tratamento adequado. Não é recomendado usar colírios por conta própria, pois podem piorar a infecção.

Para os demais casos, os cuidados são:
- Não coçar os olhos;
- Lavar frequentemente as mãos;
- Evitar o compartilhamento de toalhas, travesseiros e objetos pessoais, como maquiagens e óculos;
- Evitar ambientes com muitas pessoas;
- Fazer compressas com água fria e filtrada, mantendo os olhos limpos.

Se não tratada corretamente, a conjuntivite pode deixar sequelas, como cicatrizes no olho e na córnea e infecções intraoculares.

Mitos e práticas caseiras
A médica Rachel Rodrigues Gomes esclareceu algumas dúvidas e mitos sobre a conjuntivite. Confira:

Quais são os principais mitos no tratamento da conjuntivite, tanto viral como bacteriana?
Rachel Gomes: Algumas pessoas acreditam que o leite materno (usado como colírio) pode curar a conjuntivite, o que é um mito e contraindicado.

A limpeza do olho deve ser feita apenas com água quando é detectada a conjuntivite?
A limpeza deve ser feita apenas com água filtrada ou mineral. É contraindicado o uso de água boricada, soro fisiológico ou chás.

Usar óculos escuros ajuda a evitar o contágio e alivia os sintomas?
Os óculos escuros diminuem o incômodo à luz, que pode acontecer. Mas eles não impedem a transmissão da doença.

Como tratar uma criança com conjuntivite?
O tratamento deve ser prescrito por um oftalmologista, independente da idade da criança. Apenas o especialista pode diagnosticar e tratar as conjuntivites.

Esfregar aliança no olho resolve?
Não, isso é um mito.

Usar colírio resolve? Ajuda a evitar ou a melhorar os sintomas?
Os colírios devem ser prescritos por oftalmologistas. Existem diversos tipos de colírios e o uso indiscriminado de algumas substâncias pode causar problemas. Em caso de suspeita de conjuntivite, procure imediatamente um médico.

Usar lentes de contato fica proibido quando há a infecção?
Sim. As lentes de contato não devem ser utilizadas durante a conjuntivite.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Arsênio é detectado em peixes de mercados paulistas


Análises em laboratório feitas pela Proteste - Associação de Consumidores detectaram a presença de arsênio acima dos limites estabelecidos pela lei em 72,5% das amostras de atuns, corvinas, sardinhas e pintados de 16 pontos de venda do Estado de São Paulo.

A entidade esclarece, no entanto, que não foi possível determinar se o arsênio encontrado nos peixes pode causar danos à saúde humana, pois no país ainda não há laboratórios privados que prestem o serviço de análise para diferenciar se o arsênio é orgânico ou inorgânico. O segundo é o mais perigoso.

A substância foi encontrada nos atuns e sardinhas de todos os pontos de venda. Também foi encontrado mercúrio em 58% dos peixes avaliados, mas em quantidades abaixo do limite determinado pela legislação. O mercúrio está relacionado ao aparecimento de doenças renais, hepáticas e no sistema nervoso.

Em comunicado, entidade reivindica uma discussão sobre a diferenciação de frações orgânicas e inorgânicas de arsênio e a disponibilidade de laboratórios privados que a realizem.

Os resultados do teste foram enviados ao Ministério de Agricultura, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, à Coordenação de Vigilância de Saúde de São Paulo e à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.

Apesar dos resultados, a Proteste alerta que os consumidores não devem evitar o consumo de peixes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os brasileiros comem menos pescado do que deveriam. E esse alimento é rico em nutrientes como ômega 3, vitaminas e minerais. A recomendação da entidade é optar por espécies variadas e alternando a frequência com que se faz as receitas.

A compra dos peixes foi feita em novembro de 2012, em 16 estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo. Os peixes foram levados ao laboratório para analisar os teores dos seguintes minerais: arsênio (segundo a legislação, só pode ter até 1 mg/ kg de peixe), cádmio (1 mg/kg), chumbo (2 mg/kg) e mercúrio (0,5 mg/kg, no caso dos peixes não predadores, e 1 mg/kg, predadores).

Com informações UOL.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Preço do algodão em NY fica entre 70 e 80 cents em 2013


Os contratos futuros de algodão devem ser negociados no intervalo entre 70 cents/lb e 80 cents/lb pelo restante de 2013, disse o banco australiano ANZ, em nota de pesquisa. 'Veremos pouco potencial de valorização dos preços no ambiente atual', destacou a instituição.

Segundo o ANZ, os estoques crescentes de algodão, que devem aumentar para um recorde de 18 milhões de toneladas em 2012/13, e o fraco consumo global devem limitar a possibilidade de ganhos da fibra. No mundo, devem ser consumidas 23 milhões de toneladas de algodão neste ano comercial, abaixo do pico de 27 milhões de toneladas de 2006/7.

Conforme o banco, que cita estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a temporada terá ainda a maior taxa de estoque/uso já vista. Às 8h51, o vencimento março, de maior liquidez, caía 39 pontos (0,49%), a 79,54 cents/lb. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Estudos com a harpia podem ajudar na preservação de outras espécies


No Pantanal norte, no município de Barão de Melgaço, Mato Grosso, a mata de cambará talvez seja o maior canteiro de mel do Brasil.
Só que o cambará em flor abriga além da fauna pantaneira um visitante ilustre. Ele nasceu quase junto com as flores, um filhote de harpia.
As primeiras imagens da reportagem foram feitas quando o filhote tinha três meses. A pelugem era branca e o equilíbrio precário. Nessa idade o filhote recebe comida no bico e quando chega o pai, a mãe protege o filhote com as asas.
Quando atinge os seis meses, o corpo da ave fica bem configurado e as penas atingem um tamanho parecido ao de um animal adulto, aparecendo o penacho.
Chega ao ninho um macaco sem cabeça e sem outras partes, que o adulto comeu após a caçada. O filhote come a pele o osso da carne. No final da refeição, resta apenas o esqueleto.
Nas águas de 2011, no Pantanal, quando a área do ninho inundou aconteceu alguma coisa de ruim, um bicho pegou o filhote.

Minas Gerais
No município de Contagem, na Grande Belo Horizonte, fica o criatório de Roberto Azeredo, devidamente regularizado pelo Ibama. Ele cria espécies nativas em risco de extinção para a reintrodução em locais de onde desapareceram.
O criador construiu um harpiódromo de três andares. No primeiro andar ficam as aves solteiras, que ainda não reproduziram; no andar intermediário foram colocadas as aves em recuperação; e no andar superior estão os casais. Não há diferença entre macho e fêmea, só no tamanho. A fêmea é um pouco maior.
Roberto Azeredo foi o primeiro no Brasil a criar harpias em cativeiro com as próprias aves chocando os ovos, dispensando a utilização de chocadeiras. “O período de encubação foi de 54 dias no criatório. A galinha é de 21 dias”, explica.

Amazônia
Há 25 anos, a doutora Tânia Sanaiottis, do INPA, Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, em Manaus, capital do Amazonas, trabalha com a espécie no Brasil. “Nós temos mapeados cerca de 60 a 70 ninhos mapeados pelo Brasil”, calcula.
Antes da colonização havia harpia em quase território brasileiro, exceto em faixas de campo limpo no cerrado, na caatinga, no Pantanal e no Pampa. Atualmente, somente a Amazônia mantém-se parcialmente intacta.
A ave faz ninhos atrás das árvores mais altas. Os pés de angelim, de castanheira e de jatobá aparecem acima do dossel da floresta. São as árvores preferidas das harpias. Um casal criou no angelim um filhote que está com cerca de um ano.
O filhote, que fica pelo ninho esperando comida, voa de uma árvore a outra, agita as asas e se movimenta. O animal parece saudável e esperta. Mas a ave precisa ser capturada para fins de pesquisa. O escalador de árvores Olivier Jaudoin preparou uma armadilha que foi colocada no ninho.
Um dos trabalhos da bióloga Helena Aguiar Silva, do INPA, Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, é estudar o alimento do filhote de harpia. Os dados coletados por Olivier Jaudoin servirão para definir a área necessária numa floresta nativa para abrigar uma família harpia.
O cardápio na Amazônia é variado. “Ele come preguiças, macacos, aves e outros animais que vivem no topo das árvores da floresta”, diz.
A bióloga junta os restos dos alimentos com os ossos, que caem do ninho e são recolhidos em tela, e faz um balanço da dieta do filhote no ninho. Foram 25 preguiças, seis macacos, quatro porcos-espinhos, um gambá e duas aves.
A vida da harpia depende da floresta. A bióloga Elisa Vandeli, pesquisadora da Embrapa de Manaus, faz um trabalho junto às comunidades rurais para mostrar que existem alternativas de vida na selva sem devastação. Ela é colaboradora do Projeto de Preservação do Gavião Real. “A árvore é fundamental para a proteção do gavião real, para a proteção de toda a vida da floresta, inclusive da cultura dos povos da floresta, mas árvores e florestas também são importantíssimas para a manutenção de uma agricultura sustentável, equilibrada”, alerta.
O Brasil é o segundo país com mais espécies de aves no mundo. Quem sabe essa pesquisa tão importante com a harpia, estimule o estudo e proteção de todas as aves brasileiras.

Fonte: Globo Natureza